Coração na ponta da chuteira
Eu sou um apaixonado por futebol. Sou gremista fanático, de carteirinha, daqueles que vai todo jogo no estádio. Gosto muito também de assistir as partidas na tevê e de escutar os intermináveis debates esportivos no rádio. Porém, o que eu mais gosto mesmo é de jogar.
Neste final de semana, eu e meus colegas de trabalho, da iProcess, fomos jogar um torneio entre as empresas da área de informática. Como nunca jogamos juntos e tivemos um certo trabalho para conseguir gente suficiente para montar o time, nossas expectativas não eram das maiores. Jogaríamos pelo menos três partidas na primeira fase, e se ganhássemos uma já estaria de bom tamanho para uma primeira participação. Resolvemos jogar com boas doses de vontade e um pouco de inteligência, para compensar a falta de gente, o desentrosamento e ausência de maior habilidade. Tudo isso e mais um pouquinho de sorte acabaram dando mais do que certo. Ganhamos os três jogos por um gol de diferença, no sufoco. Mas, até mesmo para surpresa nossa, ganhamos as três e passamos para a segunda fase!!!
No jogo seguinte, que era eliminatório, poderíamos até empatar, mas o jogo era contra um adversário bem melhor. Fizemos nossa melhor partida, mas em uma bobeira de um dos nossos na saída de bola, acabamos deixando o adversário fazer 1 a 0. Corremos atrás, demos pressão, mas não conseguimos reverter o resultado. Tudo bem, a missão já estava cumprida, mas ficou aquela sensação chata de que, se não fosse um descuido, poderíamos ter nos classificado.
Neste domingo, eu estava assistindo ao jogo do Real Madrid na tevê. O time mais badalado do mundo não jogou nada e perdeu em casa, tomando um olé. Lá pelo segundo tempo, um dos zagueiros do Real Madrid, que ganha dezenas de milhares de euros por mês, tentou sair jogando a dribles e perdeu a bola, dando um contra-ataque que quase resultou em mais um gol do adversário. Exatamente igual à jogada que nos tirou do campeonato. Depois, um dos atacantes do Real dominou a bola dentro da área, pronto para fazer o gol de empate, e deu um balão, longe, muito longe do gol.
Nessas horas eu penso: como é que um profissional de alto gabarito pode cometer os mesmos erros que nós, peladeiros, não perdoamos em nossos jogos?!? Ao mesmo tempo percebo que, puxa, se um profissional faz esse tipo de coisa, por que nós, reles atletas de final de semana, temos que ficar nos cobrando quando isso acontece?
A minha conclusão disso tudo é que a grande diferença entre boa parte dos profissionais e nós, jogadores de pelada, é o preparo físico. Na verdade, no fundo, a maioria deles é tão (ou mais) pereba do que nós!
Neste final de semana, eu e meus colegas de trabalho, da iProcess, fomos jogar um torneio entre as empresas da área de informática. Como nunca jogamos juntos e tivemos um certo trabalho para conseguir gente suficiente para montar o time, nossas expectativas não eram das maiores. Jogaríamos pelo menos três partidas na primeira fase, e se ganhássemos uma já estaria de bom tamanho para uma primeira participação. Resolvemos jogar com boas doses de vontade e um pouco de inteligência, para compensar a falta de gente, o desentrosamento e ausência de maior habilidade. Tudo isso e mais um pouquinho de sorte acabaram dando mais do que certo. Ganhamos os três jogos por um gol de diferença, no sufoco. Mas, até mesmo para surpresa nossa, ganhamos as três e passamos para a segunda fase!!!
No jogo seguinte, que era eliminatório, poderíamos até empatar, mas o jogo era contra um adversário bem melhor. Fizemos nossa melhor partida, mas em uma bobeira de um dos nossos na saída de bola, acabamos deixando o adversário fazer 1 a 0. Corremos atrás, demos pressão, mas não conseguimos reverter o resultado. Tudo bem, a missão já estava cumprida, mas ficou aquela sensação chata de que, se não fosse um descuido, poderíamos ter nos classificado.
Neste domingo, eu estava assistindo ao jogo do Real Madrid na tevê. O time mais badalado do mundo não jogou nada e perdeu em casa, tomando um olé. Lá pelo segundo tempo, um dos zagueiros do Real Madrid, que ganha dezenas de milhares de euros por mês, tentou sair jogando a dribles e perdeu a bola, dando um contra-ataque que quase resultou em mais um gol do adversário. Exatamente igual à jogada que nos tirou do campeonato. Depois, um dos atacantes do Real dominou a bola dentro da área, pronto para fazer o gol de empate, e deu um balão, longe, muito longe do gol.
Nessas horas eu penso: como é que um profissional de alto gabarito pode cometer os mesmos erros que nós, peladeiros, não perdoamos em nossos jogos?!? Ao mesmo tempo percebo que, puxa, se um profissional faz esse tipo de coisa, por que nós, reles atletas de final de semana, temos que ficar nos cobrando quando isso acontece?
A minha conclusão disso tudo é que a grande diferença entre boa parte dos profissionais e nós, jogadores de pelada, é o preparo físico. Na verdade, no fundo, a maioria deles é tão (ou mais) pereba do que nós!

1 Comentários:
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Por
Daniel Viero, às 21:39
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